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ABRIL EM... JANEIRO

Maria Emília Brederode Santos. Fotografia de António Limpo.

ABRIL EM… JANEIRO
 
No âmbito das comemorações do 50.º aniversário da Revolução de Abril e integrado nos ciclos de conferências: «Abril em… janeiro», Maria Emília Brederode Santos, figura  de relevo da Educação em Portugal, pelos contributos que prestou em vários organismos públicos: RTP,  com a icónica série da Rua Sésamo, de 1987 a 1997; Instituto de Inovação Educacional, 1997 a 2002;  Conselho Nacional de Educação de 2015 a 2020, concedeu-nos o privilégio de vir passar um dia ao nosso Agrupamento, falar sobre A educação e as artes antes e após o 25 de Abril de 1974para alunos dos 8º e  9.º anos e para os  docentes. 
Nestas três sessões falou-nos das diferentes transformações que se seguiram após o 25 de Abril nas áreas da educação, nomeadamente, a duração da escolaridade e a taxa de cobertura da rede escolar, a extinção do trabalho infantil, não deixando de relembrar a enorme importância da criação  e do alargamento da rede da Educação Pré-escolar. Possibilitou-nos a reflexão sobre as responsabilidades  de todos nas mudanças que temos de identificar  e de equacionar,  para que se traduzam, não só nas «(…) condições de acesso mas também nas condições do sucesso», das transformações necessárias ao cumprimento dos ideais de Abril, de uma Escola para Todos. 
De uma Escola para Todos, onde cada um desenvolva a sua autonomia, aprenda a dar valor ao conhecimento,  ao trabalho colaborativo,  onde encontre as razões para querer ir mais além, onde  aprenda a liberdade. 
Recordou ainda os 3 D traçados pela  Revolução dos Cravos em 1974:  Democratizar, Descolonizar e Desenvolver,  trazendo à conversa algumas histórias da censura e da polícia política dos tempos vividos  por aqueles que ousavam desafiar o Regime. Lembrou também os problemas da Guerra e de uma juventude perdida nas guerras coloniais, num país cultural e economicamente subdesenvolvido. 
Alertou-nos para o facilitismo e convicção com que muitos usam a  expressão: no meu tempo é que era bom…, pondo-nos de sobreaviso sobre as memórias que não devemos esquecer e da permanente vigilância crítica que deveremos ter,  num mundo que se apresenta com múltiplas ambiguidades, complexidades e imprevisibilidades.   

Fotografias de António Limpo.