IMAGENS QUE FALAM
O segundo semestre iniciou-se com o desenvolvimento de um novo projeto nas turmas em que o tema de Complemento à Educação Artística é a Curadoria.
O conceito orientador da iniciativa foi “Transformação”, o que possibilitou a articulação entre saberes adquiridos nas áreas das Ciências e da Matemática com o modo como a transformação tem sido abordada nas Artes. Entre os exemplos científicos destacados pelos alunos estiveram a metamorfose do bicho-da-seda e da rã, o ciclo da água (em Ciências Naturais), e os movimentos de rotação, translação e simetria (em Matemática), os quais foram sistematizados em registo coletivo.
No domínio artístico, a temática da transformação revelou-se igualmente fecunda e recorrente ao longo da história:
– na Literatura, com A Metamorfose, de Franz Kafka;
– nas Artes Visuais, com A Metamorfose de Ovídio, de Pablo Picasso;
– no Cinema, com O Lobisomem, de Leigh Whannell;
– na Música, com Metamorfosis, de Jorge Ben Jor;
– no Teatro, com A Metamorfose, de Steven Berkoff.
Enquanto metáfora ou ferramenta criativa, a ideia de transformação permite abordar questões identitárias, processos de mudança e de construção simbólica.
No contexto específico das turmas de Curadoria, o projeto incidiu sobre a transformação da linha, tendo como objetivo a criação de caligramas. Os alunos utilizaram trapilho para elaborar composições com linhas retas, curvas e em ziguezague. Através de uma apresentação em PowerPoint, foi-lhes proporcionado um primeiro contacto com o conceito de caligrama, cuja origem remonta ao início do século XX, com o poeta e crítico de arte Guillaume Apollinaire. Foram ainda evocadas duas figuras centrais da poesia visual em Portugal: Ana Hatherly e Salette Tavares.
Durante duas sessões, os alunos, com grande entusiasmo e utilizando carvão vegetal, construíram os seus próprios caligramas, transformando palavras em imagens através da repetição gráfica e criando movimento. Neste processo, a imagem foi entendida como símbolo ou conjunto simbólico: verdadeiras “imagens que falam”.
Os trabalhos foram expostos no AmadoraEduca, e no final do mês de junho integrarão uma exposição conjunta, a realizar-se na EB1/JI da Quinta Grande, em parceria com crianças do Pré-escolar e alunos do 1.º Ciclo.
Como afirmou João dos Santos, “Educar é levar o ser humano onde ele ainda não está” — e é esse também o propósito que, em CEA, procuramos diariamente concretizar.
O segundo semestre iniciou-se com o desenvolvimento de um novo projeto nas turmas em que o tema de Complemento à Educação Artística é a Curadoria.
O conceito orientador da iniciativa foi “Transformação”, o que possibilitou a articulação entre saberes adquiridos nas áreas das Ciências e da Matemática com o modo como a transformação tem sido abordada nas Artes. Entre os exemplos científicos destacados pelos alunos estiveram a metamorfose do bicho-da-seda e da rã, o ciclo da água (em Ciências Naturais), e os movimentos de rotação, translação e simetria (em Matemática), os quais foram sistematizados em registo coletivo.
No domínio artístico, a temática da transformação revelou-se igualmente fecunda e recorrente ao longo da história:
– na Literatura, com A Metamorfose, de Franz Kafka;
– nas Artes Visuais, com A Metamorfose de Ovídio, de Pablo Picasso;
– no Cinema, com O Lobisomem, de Leigh Whannell;
– na Música, com Metamorfosis, de Jorge Ben Jor;
– no Teatro, com A Metamorfose, de Steven Berkoff.
Enquanto metáfora ou ferramenta criativa, a ideia de transformação permite abordar questões identitárias, processos de mudança e de construção simbólica.
No contexto específico das turmas de Curadoria, o projeto incidiu sobre a transformação da linha, tendo como objetivo a criação de caligramas. Os alunos utilizaram trapilho para elaborar composições com linhas retas, curvas e em ziguezague. Através de uma apresentação em PowerPoint, foi-lhes proporcionado um primeiro contacto com o conceito de caligrama, cuja origem remonta ao início do século XX, com o poeta e crítico de arte Guillaume Apollinaire. Foram ainda evocadas duas figuras centrais da poesia visual em Portugal: Ana Hatherly e Salette Tavares.
Durante duas sessões, os alunos, com grande entusiasmo e utilizando carvão vegetal, construíram os seus próprios caligramas, transformando palavras em imagens através da repetição gráfica e criando movimento. Neste processo, a imagem foi entendida como símbolo ou conjunto simbólico: verdadeiras “imagens que falam”.
Os trabalhos foram expostos no AmadoraEduca, e no final do mês de junho integrarão uma exposição conjunta, a realizar-se na EB1/JI da Quinta Grande, em parceria com crianças do Pré-escolar e alunos do 1.º Ciclo.
Como afirmou João dos Santos, “Educar é levar o ser humano onde ele ainda não está” — e é esse também o propósito que, em CEA, procuramos diariamente concretizar.
Professora Fátima Veleda